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A VIDA SOCIAL: A “TURMA”

“...idade da graça social” – Cousinet

No período compreendido entre oito anos e cinco meses e dez anos e cinco meses, é o momento da vida que o individuo vive em simbiose com o grupo, período de maior intensidade social.

A partir dos nove anos, os grupos ganham consistência e estabilidade, são sempre as mesmas crianças que os compõem, geralmente da mesma idade, mais acentuada nos meninos, distinguindo entre elas, os chefes e condutores, que impõe as regras (sociedade autocrática e aristocrata) as vontades deles emana. Nesta faixa etária os sexos se diferenciam um do outro. As meninas apresentam maturidade maior que a dos meninos.

Os grupos se formam sem interação dos adultos. Há seleção dos membros. A personalidade entra em jogo. Quanto mais a criança se sentir segura maior será a facilidade de se integrar, ao contrario das tímidas e fechadas. O regime familiar também interfere no agrupamento. Regime autoritário e severo as criança tendem a ser comportados e conformistas em face do adulto, mais com os colegas são briguentos e pouco amistosos, por outro lado, o regime democrático a criança demonstra qualidade de iniciativa, de audácia e espírito empreendedor.

Neste período os dramas da vida social infantil como, desprezo, brigas, pancadas etc. ocorrem nesta época.

O chefe é um objeto de identificação para as crianças a quem domina, é o modelo de como gostariam de ser, grande e não adulto. Sua ação pode ter efeitos diversos, tanto para o melhor, quanto para o pior. Os principais tipos de chefe são: “integrativo”, contribuem para a realização do eu de cada um, e chefe “tirano”, necessitam impor-se aos outros para obter, assim a valorização.

O educador precisa conciliar o respeito ou a afeição dos chefes para conduzir uma turma e dela conseguir o controle ou a colaboração.

A turma goza de prazeres e alegria de estarem juntos, se liberta da condição de inferioridade, ali eles são grandes e podem realizar grandes coisas. O adulto não interfere, pois não esta presente, não lembrando assim que são pequenos. A turma se torna um refugio, com códigos secretos, senhas que são para afastar os adultos. Fazem reuniões e vivem em segredos (10/11 anos).

A necessidade de afirmar que é grande leva o a comportamentos mais ou menos repreensíveis (09 anos–meninos, 12 anos-meninas) e em grupos elas se sentem mais fortes para cometer ações que não cometeria sozinho e aos olhos paternos.

A intensa vida em grupo (12 anos) permite ao individuo, estabelecer relações interpessoais de natureza muito particular, nas quais a solidariedade se encontra no primeiro plano e o antagonismo existente antes acaba. Ganhando agora caráter mais democrático. Experimenta uma sociedade cujos membros são ao mesmo tempo diferentes e semelhantes construindo suas primeiras relações sociais perfeitamente recíprocas.

A vida em grupo contribui para o seu desenvolvimento moral, sua emancipação dos pais e para o desenvolvimento intelectual. A pluralidade de opiniões, crenças, usos e costume que encontram nos grupos, diferentemente do que conhecia na própria família, a criança chega pouco a pouco a moral objetiva e consciente.

Aos treze anos o individualismo, o novo egocentrismo, próprio dos púberes, traz a dissolução da turma, agora o individuo de torna mais fechado, menos comunicativo, mais sonhador e menos gregário. Agora mais conscientes de si mesmo se agrupam a dois ou três. Seu ultimo resto estruturado seria a equipe esportiva (Cousinet).
 Por: Vanessa Casaro

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